sábado, 5 de abril de 2014

Burlesco | Lisboa | Pensão do Amor

Estava no outro dia a cortar o cabelo quando ouvi falar deste espaço, fiquei de tal forma curiosa com o que contaram que resolvi logo ir pesquisar na internet. Ainda não tive oportunidade de lá ir mas, a próxima vez que for a Lisboa, irei de certeza.

Fica no Cais do Sodré, onde em tempos idos, foi local de chegada e partida de marinheiros de todo o mundo que enchiam a Rua Nova de Carvalho em busca de divertimento, álcool e mulheres, ou seja era uma zona de prostitutas e marinheiros.

Com entrada pelo nº 19 da Rua do Alecrim, o antigo e degradado edifício renasceu para a cidade, para os seus habitantes e visitantes, como lugar de novos encontros, trocas e partilhas.

Pelos vários andares distribuem-se ateliês de trabalho, um restaurante/cabaret, um cabeleireiro, uma loja de lingerie, uma livraria erótica (Ler Devagar com Amor) e até uma sala do varão para eventos e espetáculos.

Aqui é recriado o universo do burlesco e o ambiente de cabaret, num palco disponível para todo o tipo de eventos: concertos, poesia, teatro, lançamentos, conversas.

Ao entrar, o salão mais parece um museu tal é a concentração de cadeirões, mesas, puffs, quadros, estátuas e bibelots “de época” que tornam o bar numa espécie cabaret burlesco. Os tetos são pintados com réplicas de frescos e os candeeiros de lustre completam a atmosfera. A ampla sala seguinte é composta por um pequeno palco e por um balcão de serviço. Mais à frente vai encontrar uma livraria erótica e a sala do verão, decorada com cortinados de lantejoulas, cadeiras de padrão de leopardo e espelhos no teto. Aqui acontecem espetáculos de pole dance, workshops de burlesco e outras iniciativas respeitantes à temática do espaço: o amor, sempre o amor.











O bar da Pensão Amor está aberto de segunda a quarta entre as 12h00 e as 02h00, quinta e sexta das 12h00 às 04h00 e aos sábados das 18h00 às 04h00. Encerra ao domingo. 

Duas Ruas Portuguesas | Eleitas as mais belas do mundo

A edição espanhola da revista de viagens “Condé Nast Traveler” elegeu duas ruas portuguesas entre as 31 ruas que se devem percorrer antes de morrer.

A Rua Augusta, em Lisboa, e o Cais da Ribeira, no Porto, são as representantes nacionais numa lista que destaca os pavimentos e calçadas mais bonitos do mundo, segundo a revista.

A publicação descreve a rua da baixa lisboeta como “ampla e luminosa" e "onde existe uma simbiose entre o antigo e novo tornando a rua única". Uma "passagem obrigatória para captar toda a essência da cidade”, rematada pelo triunfal Arco.



Já o Cais da Ribeira, no Porto, é definido pela revista como “ a zona mais animada”, onde as casas “se apinham numa ordem caótica de azulejos e roupa estendida, sobre bares, restaurantes e esplanadas, em frente ao Douro”.





Entre as 31 ruas seleccionadas estão também as Ramblas de Barcelona, a Gran Vía de Madrid, o grande canal de Veneza, a Ocean Drive de Miami, a Neal's Yard, na zona londrina de Covent Garden, a Lombard Street em são Francisco, a Escadaria de Selarón no rio de Janeiro e a rua azul de Chefchaouen, em Marrocos.


Veja a lista completa aqui

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Lisboa Story Centre

O Story Centre fica situado no Terreiro do Paço e a visita demora cerca de 1 hora, e é feita por audioguias, que nalguns casos não funcionam muito bem, pois o que está a ser dito não coincide com os filmes projetados, mas nada que não se vá contornado.

Devo confessar que as minhas expectativas em relação a este projeto que custou 3 milhões de Euros eram muito elevadas. E por vezes quando temos as expectativas muito altas, temos uma pequena decepção, no entanto devo confessar que no todo gostei da visita e valeu a pena.

Durante o percurso é realizada uma visita interativa à capital, fazendo uma viagem no tempo e no espaço desde a sua fundação até aos dias de hoje.

O percurso da visita está organizado em seis núcleos fundamentais: Lisboa: Mitos e Realidades, onde se aborda o Rio, a Terra, o Mar, o Céu, Primórdios mitológicos, Colonizadores e conquistadores e as Muralhas da Cidade.

Segue-se o núcleo Lisboa: Cidade Global, que apresenta a Cidade Cosmopolita, o Armazém do Mundo, Para Além do Horizonte, o Padre Voador, a Cidade Magnificente, Morte e Política e a Igreja. Nesta parte fiquei um pouco baralhada, pois não sabia para onde devia olhar enquanto ouvia o audioguia.







Na secção dedicada ao 1 de Novembro de 1755, o dia de Todos os Santos é abordado o Terramoto e a cidade em ruínas. Nesta parte é apresentado um filme em 3D, em que fiquei um pouco dececionada, pois estava à espera de algo verdadeiramente interativo, algo que sentisse que estava a viver aquele dia. Outro aspeto que não gostei foi a sala onde é exibido o filme, é uma sala demasiado desconfortável e muito desenquadrada com o que estamos a assistir.



Em seguida passamos para o núcleo sobre a Visão de Pombal, que apresenta o Planeamento da Cidade Moderna no pós-terramoto e a Reconstrução da Cidade.


E, por fim, o núcleo Terreiro do Paço, no qual é abordada a Praça: Política e Lazer.

A visita poderá ser complementada com a subida ao piso 1, onde podemos interagir com uma maqueta interativa representativa do centro de Lisboa, que permitirá visualizar espacialmente acontecimentos escolhidos previamente, no local onde ocorreram. Mas aqui também tive alguma dificuldade em mexer na maqueta que não fazia o que pedia, parecia que a parte táctil da “engenhoca” não estava nada táctil.

O Lisboa Story Centre funciona todos os dias da semana das 10.00h às 20.00h.
O Preço do Bilhete é de 7€, mas se como eu também quiserem visitar o arco da Rua Augusta custa 8€.

Há descontos para grupos, estudantes, crianças, Séniores e famílias e os visitantes que apresentam o Lisboa Card usufruem de um desconto de 20 por cento sobre o preço de entrada.

Confira aqui os valores dos bilhetes

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Lisboa | Arco da Rua Augusta

O topo do Arco da Rua Augusta, que oferece uma vista panorâmica única sobre a cidade de Lisboa. Mas para chegar ao terraço é preciso subir "apenas" 2 lanços de escadas, como disse o rececionista.....o problema é que se tratam de escadas em caracol, com degraus muito pequenos e um espaço muito estreito, ou então sou eu que devo estar um pouco  mais "gordita", mas depois de vencer este obstáculo vale mesmo a pena, até num dia de chuva, como foi o meu caso. A vista é de cortar a respiração, vêem-se pormenores, como a calçada portuguesa, para alem do Tejo e toda a baixa da capital.

A entrada no monumento faz-se pela Rua Augusta, através de uma pequena porta mesmo ao lado do arco. O bilhete, que custa 2,5 euros, garante o acesso ao elevador, que é a parte boa da subida, porque depois é preciso subir quase 30 degraus para alcançar a sala onde está o relógio, que em 1941 substituiu o mecanismo original. Neste espaço foi colocado um painel no qual se dá a conhecer os principais momentos da história do arco, desde que começou a ser pensado em 1759 até à sua conclusão em 1875.


Daí até ao miradouro, de onde se avistam o Terreiro do Paço, com a recentemente restaurada estátua equestre de D. José I, a Baixa Pombalina, a Sé, o Castelo de São Jorge e o Tejo, há ainda que subir mais de 40 degraus de uma escada muito estreita em caracol, mas como disse anteriormente o esforço compensa o que nos espera.







"É muito difícil ter uma vista melhor do que esta", como disse o presidente da Câmara de Lisboa, aquando da sua inauguração. E eu concordo com Sr. Presidente!

O Arco da Rua Augusta está aberto diariamente, entre as 9h e as 19h, e crianças com idades até aos cinco anos não pagam bilhete.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Museu da Eletricidade | Visita Grátis

"O Museu da Eletricidade abriu as suas portas ao público em Maio de 2006, à luz de um conceito mais atual de musealização. Associado à sua vocação primeira de repositório do passado, surge um espaço preparado também para dar a conhecer o presente e debater o futuro na área da energia.

Marco arquitetónico da cidade de Lisboa e detentor de uma fachada de inegável beleza, o edifício da Central Tejo foi um verdadeiro pioneiro no seu tempo no domínio da produção de eletricidade. Hoje, e passado quase um século desde a sua construção, a Central assume, de novo, aspetos inovadores e de grande protagonismo enquanto Museu da Eletricidade.

O núcleo principal da exposição permanente é a própria Central, ou seja, todo o conjunto de equipamentos que faziam parte da instalação da antiga unidade de produção e que, felizmente, se encontram ainda hoje com uma integridade assinalável. A exposição procura transmitir aos visitantes uma noção clara do funcionamento desta antiga central termoelétrica de Lisboa, desde a identificação dos seus diversos componentes até à explicação do seu funcionamento.”1


A entrada é grátis e pode ainda ter visita guiada de hora a hora, igualmente grátis. Na visita ficamos a conhecer toda a história da central termoelétrica, as profissões e sua dureza, os equipamentos, os espaços e um numero considerável de fotos da época.  É um excelente programa quer vá sozinho, acompanhado ou em família. Existe um espaço dedicado às crianças, onde estas podem perceber como funciona a eletricidade através de jogos interativos.


Ficam aqui algumas fotos tiradas durante a minha visita ao museu:





Maqueta da Central Tejo





Nas duas duas fotos seguintes mostra algumas das profissões e é explicado o que faziam e a dureza das profissões




O Azulejo do Chão ainda é o original










 

Fotos: Autoria Própria